Entendendo Crise Final - Parte 3


A Source achou que acabando com o “quarto mundo” e com os Novos Deuses, Apokolips e New Genesis finalmente acabariam com sua guerra. Como diria Confuso Sobrinho, “pelo sim pelo não, como a gente fica?”. A guerra resultou na vitória de Apokolips, Darkseid conseguiu o que mais queria, a Equação Anti-Vida.
  Darkseid funda o “Dark Side Club” na Terra junto aos novos deuses do mal que fecham na vacilação com ele. Os novos deuses tem a habilidade de tomar posse do corpo de humanos, e assim eles fizeram, tomaram corpos aqui pela terra e circulavam a paisana.
A história ganha um toque fúnebre, os novos deuses estão sendo assassinados um a um. Lightray, o Forever People... E todos acham que é o Himon. Orion, Superman e Mister Miracle investigam pra saber quem é, chegando na resposta que poucos esperavam, não por haver muitas outras hipóteses, mas por este não ser tecnicamente um vilão. O assassino era Infinity Man, a essa altura não mais o Astorr, que morreu de velhice, mas sim o Drax, o irmão mais velho de Uxas (Darkseid).
Infinity Man foi selecionado para esta missão pela própria Source, e após descoberto, a batalha se resume a Infinity Man contra Mister Miracle (Scott Free, o filho de Highfather Izaya). No fim das contas temos mais uma batalha entre o sangue de Darkseid e o sangue de Izaya. A batalha se estendeu até a Source Wall, e como o Mister Miracle estava em posse da Equação Anti-Vida (que como expliquei antes na verdade é a contraparte negativa da Source), a Source e a Equação tornaram-se uma só, e o Infinity Man foi morto por Mister Miracle.

  A intenção da Source era juntar com sua contraparte (a Equação Anti Vida) e assim dar origem ao “quinto mundo”. Diante da realidade, depois de ver que logo o Infinity Man era o assassino dos deuses, depois de ver qual era o plano e de descobrir que era a própria Source que estava por trás de tudo… Scott permitiu que a Source lhe retirasse a vida, e lá se foi.
Metron e a Mobius Chair
 Como se a história já não tivesse muita gente envolvida, agora temos a presença de Metron na bagunça. Metron é um dos Novos Deuses, porém não é nascido nem em New Genesis nem em Apokolips. Sua origem é um mistério, e o mistério é o que o move. Muitos acham que ele é “do bem”, mas na verdade ele é neutro.
Metron é um viciado em informação, tecnologia, conhecimento, histórias… Enfim, sua sede de sabedoria é infinita, nunca é suficiente, ele é um cientista e inventor, e tem inúmeras criações, a mais famosa talvez seja seu “trono”, a Mobius Chair. Essa cadeira o permite viajar pelo espaço, pelo tempo, e pelas dimensões. Ele vai pra onde e quando quiser, literalmente. Fora que a tal cadeira tem uns equipamentos com força suficiente pra tirar um planeta de órbita. Ele também não é pouca coisa.
Metron no passado chegou a negociar com Darkseid quando este ainda se chamava Uxas. A negociação foi sobre o Elemento X, descoberto por Himon. Uxas entrou com o elemento X e Metron entrou com meios de Uxas poder invadir New Genesis. Como podem ver, o cara faz qualquer coisa por conhecimento.
“Então porque o Metron agora tá dando pra trás com o Uxas?” Simples, o mano Uxas (agora Darkseid), finalmente conseguiu a Equação Anti-Vida, e com isso ele tem o poder de tirar o livre arbítrio de qualquer um. Se isso o atingisse ele perderia a capacidade de buscar conhecimento, ele seria um mero escravo do Darkseid. Metron não gostou, e aliou-se com o lado contrário, o de New Genesis.
Metron e Anthro
   Pensando algumas jogadas a frente de Darkseid, Metron colocou sua cadeira pra voar e ir atrás do prejuízo. Dentre suas ações, ele foi até o início dos tempos na Terra, até o primeiro homem da raça humana, Anthro. Um homem das cavernas (não pensem em um neanderthal, o sujeito era bonitão, cabeludo, do peito bonito, da barriga bonita) e lhe cedeu o fogo, e também um símbolo que os ajudaria a lutar contra a Equação Anti-Vida. Metron bancou o Prometheus em cima dos humanos. Isso não adiantou muito, pois o Darkseid já estava em um nível de influência e domínio grande demais.
    Darkseid mandou Libra (Justin Ballantine, um vilão) cuidar dos fugitivos do planeta prisão, fazendo a eles a promessa de que teriam tudo que quisessem, desde que seguissem a Darkseid, e fora isso, a morte de seu próprio filho, Orion, aquele que foi trocado com Highfather Izaya num tratado de paz.
Esse tal do Libra também reuniu a antiga “Sociedade Secreta dos Super Vilões”, que causou bastante zona durante a Crise Infinita.
Libra
“Isso é DC ou Saint Seiya?!”, o Libra é um sujeito que, assim como Infinity Man, Himon, Scott Free e mais uma HORDA de personagens da DC passam despercebidos por um roteiro de Batman. Imaginem ler uma saga como… “Cidade Castigada” por exemplo. Quais as chances de ver o Highfather? Nem se você tentar olhar de luneta pro céu de Gotham vai ver o cara.
Libra é um personagem sem tantas aparições, e de alguma forma, sem taaanta importância quanto alguns dos demais, mas a história dele é meio bizarra. Como diria o Capitão Nascimento “O Baiano teve uma infância fudida”, assim como o Justin também teve. A mãe dele morreu quando este ainda era criança, um químico mediu mal a dosagem do medicamento dela, usando uma balança (símbolo de libra), e a mulher empacotou.
Como toda desgraça é pouca na DC, o pai do Justin abusava dele. Um dia qualquer ele conseguiu um telescópio, foi pro telhado, e o pai dele tentou chegar lá, e acabou caindo lá de cima e morrendo na queda. O garoto ficou observando o corpo lá de cima até a polícia chegar, e notou que a vida é uma questão de equilíbrio/balanço. Tcharam, Libra.
Os seguidores do Darkseid proliferaram a Equação Anti-Vida, e a Terra começou a se tornar algo que poderia condenar toda existência, um buraco negro no espaço-tempo ferrando todos os universos do multiverso. Até o tempo desregulou, semanas se passaram em dias. A própria presença do Darkseid em si já altera o espaço-tempo ao seu redor. Olha o caos que o Uxas veio fazer na Terra.
Mas isso teve um lado bom, alguma força desconhecida trouxe Barry Allen, o segundo Flash, de volta da força de aceleração, onde ele estava preso há anos. Info pra quem é alheio ao universo dos corredores escarlate: Ele é tecnicamente o segundo Flash, porém muitos o entendem como “primeiro Flash”, tendo em vista de ter sido o primeiro com esse uniforme, e que o primeiro foi o Jay Garrick (da Sociedade da Justiça), com aquele coroa com capacete de penico. Digamos que o Barry Allen foi o primeiro Flash “moderno”.
   Ele deu as caras também na Crise Infinita, ajudando Wally West e Bart Allen a prender o Superboy Prime na Força de Aceleração. “E o que o homem estava fazendo lá dentro?”. Então… Longa história. Durante a Crise nas Infinitas Terras Flash vivia no século 30, só que a existência lá no Século 30 entrou em declínio, Flash correu de volta ao século 20 pra dar o pitaco pro povo de que tava dando bode lá na frente, primeiro tentou avisar o Batman, mas então ele foi pego pelo Anti-Monitor e levado ao universo antimatéria. Pra não me prolongar muito, adianto que ele conseguiu se livrar, e pra destruir o canhão Anti-Matéria que ia acabar com tudo, ele correu em torno dele numa velocidade tão alta que foi suficiente para destruir o canhão e, infelizmente, prender o Flash na força de aceleração pra sempre. Por isso o Flash já estava lá dentro.
Mas então… Flash surgiu correndo atrás da bala disparada para matar Orion, e logo atrás dele, William Walker, mais conhecido como “Black Racer” (Corredor Negro). É um maluco de roupa escura colada, chapéu medieval deslizando em velocidade mach usando esquis. Aliviado dessa bizarrice também não ser um pesadelo seu?
O Black Racer foi selecionado pela Source para ser tipo… A morte. É, o grim reapper velocista, o Zé Maria de esquis. O sujeito pode trazer a morte com um toque. Bom… Barry avisou a Wally e Bart para correrem. Eles avançam um mês no tempo e vêem a Terra dominada por Darkseid. Ferrou-se, né? Barry e Wally dirigem-se a Blüdhaven, onde está Dan Turpin, o “corpo” dominado por Darkseid na Terra, e correndo na direção dele na velocidade da luz, guiam o Black Racer para Dan, e este arranca a essência do Darkseid do humano.


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