Alex Ross e o verdadeiro Superman

Alex Ross é mundialmente conhecido como o artista que eleva os personagens a realidade. Seus desenhos são inigualáveis, tanto que só de bater o olho você já sabe que a obra é dele. Mas não é só nisso que Ross ganhou destaque, seja na DC ou na Marvel, ele conseguiu fazer o que hoje são consideradas as versões definitivas dos personagens. E talvez o personagem mais bem trabalhado por ele seja o pai dos super-heróis, melhor dizendo, o Superman.


O Superman pode ser considerado por muitos um personagem chato, sem sal, bonzinho demais e talvez até ultrapassado. O fato do personagem ser original do final da década de 30 pode afastar a onda de leitores mais novos e todos sabemos que a maioria dos jovens de hoje (E eu falo assim por que de certa forma, faço parte dessa onda) não se interessa pelo passado.
   Alguns personagens sofrem com isso. O Capitão América e o Superman, na minha opinião são os personagens que mais são descriminados por serem patriotas. Afinal meus amigos, os EUA não são muito queridos pelo mundo inteiro. Quando Ross fez sua versão do personagem ele achou o Superman que todos gostam, sim o personagem caiu no Kansas, mas foi adotado pela Terra em geral e o seu amor é pelo planeta. 


  O Superman dele nos passa o semblante de um pai, sim, um pai. Um homem que está disposto a arriscar a própria vida pelas pessoas que um dia o adotaram. Um anjo da guarda. Enxergamos um verdadeiro herói, o primeiro deles. A obra inspiradora para os que viessem depois. Não tem explicação para símbolo, cores ou qualquer coisa que vier dar uma característica visual ao personagem. O que todos precisam é saber que ali eles tem a personificação do bem, assim como o Batman personifica as trevas e o Lanterna a força de vontade. 
  Caso vocês estejam com tempo (ou dinheiro) disponível procurem ler "Superman - Paz na Terra" ela foi escrita pelo grande Paul Dini e desenhada por Alex, retrata um herói não preocupado com os vilões que atacam a comunidade social, mas sim com a sociedade em si. Sempre gosto de ver quando roteiristas exploram o lado humano dos super-humanos, é como sonhar um sonho impossível. Nós não temos heróis que voam, param trens com as mãos ou atravessam paredes, nós só temos uns aos outros. O Superman de Alex Ross não é o que precisamos ter, mas sim o que precisamos ser. Podemos não ter poderes sobre-humanos, mas temos a humanidade e se não pudermos contar com ela, nós vamos contar com quem ?

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